Quarta-feira, 13 de Junho de 2007

SAÚDE


>A saúde é assim como a posição de uma residência que denuncia as condições
>do morador, ou de um instrumento que reproduz em si o zelo ou a desídia das
>mãos que o manejam.
>A falta cometida opera em nossa mente um estado de perturbação, ao qual não
>se reúnem simplesmente as forças desvairadas de nosso arrependimento, mas
>também as ondas de pesar e acusação da vítima e de quantos se lhe associam
>ao sentimento, instaurando desarmonias de vastas proporções nos centros da
>alma, a percutirem sobre a nossa própria instrumentação.
>Semelhante descontrole apresenta graus diferentes, provocando lesões
>funcionais diversas.
>A cólera e o desespero, a crueldade e a intemperança criam zonas mórbidas
>de natureza particular no cosmo orgânico, impondo às células a distonia
>pela qual se anulam quase todos os recursos de defesa, abrindo-se leira
>fértil à cultura de micróbios patogênicos nos órgãos menos habilitados à
>resistência.
>É assim que, muitas vezes, a tuberculose e o câncer, a lepra e a ulceração
>aparecem como fenômenos secundários, residindo a causa primária no
>desequilíbrio dos reflexos da vida interior.
>Todos os sintomas mentais depressivos influenciam as células em estado de
>mitose, estabelecendo fatores de desagregação.
>Por outro lado, importa reconhecer que o relaxamento da nutrição constrange
>o corpo a pesados tributos de sofrimento.
>Enquanto encarnados, é natural que as vidas infinitesimais que nos
>Constituem o veículo de existência retratem as substâncias que ingerimos. 
> Nesse trabalho de permuta constante adquirimos imensa quantidade de
>bactérias patogênicas que, em se instalando comodamente no mundo celular,
>podem determinar moléstias infecciosas de variegados caracteres,
>compelindo-nos a recolher, assim, de volta, os resultados de nossa
>imprevidência.
>Mas não é somente aí, no domínio das causas visíveis, que se originam os
>processos patológicos multiformes.
>Nossas emoções doentias mais profundas, quaisquer que sejam, geram estados
>enfermiços.
>Os reflexos dos sentimentos menos dignos que alimentamos voltam-se sobre
>nós mesmos, depois de convertidos em ondas mentais, tumultuando o serviço
>das células nervosas que, instaladas na pele, nas vísceras, na medula e no
>tronco cerebral, desempenham as mais avançadas funções técnicas;
>acentue-se, ainda, que esses reflexos menos felizes, em se derramando sobre
>o córtex encefálico, produzem alucinações que podem variar da fobia oculta
>à loucura manifesta, pelas quais os reflexos daqueles companheiros
>encarnados ou desencarnados, que se nos conjugam ao modo de proceder e de
>ser, nos atingem com sugestões destruidoras, diretas ou indiretas,
>conduzindo-nos a deploráveis fenômenos de alienação mental, na obsessão
>comum, ainda mesmo quando no jogo das aparências possamos aparecer como
>pessoas espiritualmente sadias.
>Não nos esqueçamos, assim, de que apenas o sentimento reto pode esboçar o
>reto pensamento, sem os quais a alma adoece pela carência de equilíbrio
>interior, imprimindo no aparelho somático os desvarios e as perturbações
>que lhe são conseqüentes. 

EMMANUEL 

Pensamento e Vida,

FCXavier
>

publicado por Paula Valentina às 00:26

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