Sábado, 28 de Julho de 2007

Silêncios

 

Ao longo da minha vida posso assinalar que sempre ocorreu sentir uma profunda necessidade de fazer percursos em silêncio.

 

As pessoas que me foram verdadeiramente queridas compreenderam, aceitaram e, por vezes, até partilharam os meus silêncios.

Foram raras, claro!

 

Partilho com o silêncio e até com a solidão, momentos essenciais da minha vida.

Já me questionei imenso sobre isso, assim como já partilhei esse questionar, fora dos silêncios, com quem também partilhei respeito, carinho e amor.

A explicação é sempre a mesma:

Vivo intensamente, entrego-me verdadeira e profundamente às causas, sejam elas trabalho...

…ou o amor.

Essa entrega é de tal forma intensa que chega a assustar quem me conhece mal,  e não me compreende.

A maioria das vezes sofri na sequência dessa entrega.

Na intensidade também a felicidade se sofre, pois esse espírito de entrega livre transformou-me numa mulher de paixões arrebatadoras.

Amei muito…e fui muito amada.

Sofri muito…e aprendi muito com essa intensidade.

Valeu a pena!

Quereria fazer idêntico percurso se o tempo retrocedesse!

Também cometi muitos erros, decerto, mas…não sou juiza de mim própria.

Isso cabe aos outros ajuizar.

Creio ter dado sempre o meu melhor e tudo quanto tinha de melhor, em tudo o que fiz.

Ganhei muito...perdi muito…em muitos ciclos.

É natural!

É próprio da intensidade e da ânsia de tudo querer…perdendo-me,

E de tudo perder…encontrando-me.

 

Os meus silêncios são, como hiatos no tempo, momentos de suspensão, e também de reflexão, ou mesmo de concentração e preparação.

São também o meu descanso do mundo real...são o “eu” enquanto sujeito e objecto.

Perfazem a minha unidade, seja lá isso o que for!

 

Observo que a maioria das pessoas revela perturbação perante o silêncio, designadamente perante o seu próprio silêncio, tentando sempre manter-se ocupados e distraídos.

Não se dão espaço e mortificam aqueles momentos em que o espelho da própria vida – não o passado, nem o futuro, mas o momento, o instante – se coloca em frente desocultando o seu Ser.

 

Eu gosto dos silêncios!

Tornaram-se companheiros da vida e da alma.

Mais do que gostar…necessito deles !

E não foram nada perturbadores, para quem me compreendeu e me amou.

Sei-o. Vivi-o. Partilhei-o!

 

publicado por Paula Valentina às 20:55

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