Domingo, 30 de Dezembro de 2007

CARTA PARA UM AMIGO

Olá amigo, paz e bem! Espero que esta carta lhe encontre vivendo bons momentos!

Desculpe-me mas não posso concordar com o que você me escreve em sua última carta.

Não acredito que algo de fora possa realmente melhorar a auto-estima, o "amor próprio" e proporcionar uma verdadeira esperanças para a vida de um ser humano.

Para mim, ISTO É PURA ILUSÃO corrente na atual humanidade em estado dormente de normose. Para eles, isto é "normal". Faz parte da doença da normalidade.

Que raio de amor próprio é esse que depende de se ter uma pessoa ao seu lado???
Que raio de auto-estima é essa que depende de fatores externos???
Que raio de segurança é essa que depende de fatores e valores externos???

Também não concordo que um ser humano seja portador de uma doença bipolar ETERNA, que terá que se resignar com este diagnóstico e que terá que tomar remédio eternamente. O estado natural de um ser humano é SAÚDE, não nascemos bipolares, neuróticos, compulsivos, adictos ou qualquer rótulo que se queira inventar.

Não acredito que somos eternamente doentes, mas sim, que podemos estar momentaneamente doentes. Rotular um ser humano de um eterno doente é desqualificá-lo de sua essência, do seu melhor, do seu vir-a-ser.

Esses rótulos e CONDICIONAMENTOS é que mantém o ser humano aprisionado num sistema repleto de "DEVERIA e TEM QUE". Através destes rótulos o ser humano JUSTIFICA a sua não ampliação.

A maioria das pessoas acreditam que o contrário de Saúde seja Doença. Errado! O contrário de saúde, chama-se estagnação. Nossa estagnação é que nos mantém doentes. É por meio da estagnação do nosso ser, que criamos nossas neuroses e com elas, suas respectivas somatizações e patologias.

As pessoas costumam dar muito mais crédito à doença e fazer apologia à mesma. Não acreditam na cura, então se apegam a esses rótulos e condicionamentos, que para mim, não passam de muletas, que evitam com que a pessoa caminhar livre, por suas próprias pernas, rumo a sua expansão de consciência. São estes rótulos que as mantém numa "zona de conforto", que impede a sua expansão e das demais pessoas que a rodeiam.

O medo da solidão é outro grande gerador de neuroses, apegos e patologias. Enquanto o ser humano não alcança a consciência de que é só, de que nasceu só e que vai morrer só, não pode experimentar uma verdadeira liberdade. É preciso buscar a consciência de que na aceitação de nossa solidão, de nossa individualidade, estão as sementes da verdadeira Unidade interior.

Podemos caminhar juntos, mas não, resolver certas situações, que são do outro.

Se queremos realmente ajudar aos outros, temos que DESAFIÁ-LOS A SE SUPERAREM, A DESENVOLVEREM SUAS POTENCIALIDADES DORMENTES, SEUS TALENTOS, e enquanto o ser humano se APEGAR à pessoas, conceitos e condicionamentos, seus talentos são lentos. O talento tá lento!

Não concordo que o ser humano seja dependente de outro ser humano. A pessoa só é dependente de outra quando não tem a coragem de se encarar, de se olhar, de ir para si mesma. Enquanto não se encara com honestidade, o ser humano vive das migalhas externas, sempre a cata de atenção, carinho e amor. Quando se encara e se aceita como um ser humano em busca de transcendência, então, o amor, até então em estado dormente em seu interior, começa a se potencializar até chegar a um transbordamento ético... onde deixamos de querer receber e passamos a dar! Assumimos nosso papel na atualidade! Encontramos a vocação de nosso ser!

Acredito que existe uma interdependência somente pela visão de que juntos, compomos Deus. Estamos todos, interligados pela essência que nos faz ser. Somos parte, conscientes e inconscientes, de uma gigante teia de amor. Essa é a única dependência que aceito como saudável.

Enquanto estiver usando um outro ser humano para tapar seu buraco interior, a pessoa nunca poderá se sentir plena, pois a plenitude não pode vir de um fator externo, mas sim de um fator interno, que em última análise, é Deus em si mesmo.

No meu compreender, Deus é exatamente do tamanho de nosso buraco interior e enquanto insistimos em colocar algo no espaço de Deus, esse Deus não pode ocupar seu espaço. Não há a minima possibilidade de se viver com entusiasmo, palavra que tem sua origem no grego e que tem por significado "estar com Deus dentro".

O simples desaparecimento dos sintomas da doença emocional, como depressão, ansiedade e outros, não quer dizer que a pessoa realmente esteja bem. Pode ser apenas um paliativo de situações momentâneas.

Não acredito numa recuperação a base de remédios. Remédios para uma alma doente não podem ser comprados em farmácias, devem isto sim, ser auto-desenvolvidos no laboratório interno e pessoal do ser. Não depende de farmacêuticos externos, mas sim do Grande Químico Interior.

Quanto a questão dos relacionamentos afetivos, acredito que nenhum relacionamento baseado em duas metades, em dois seres "não casados interiormente" possa dar certo. O verdadeiro relacionamento deve ser o Encontro de duas Unidades e não de duas frações.

Esta é a minha maneira de ver as coisas, só por hoje!

Em fraternura,

Nelson Jonas

publicado por Paula Valentina às 13:15

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