Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2007

CONVERSAÇÃO

 Página escrita por Rubem Queiroz Cobra

A conversação é um tópico importante para ser examinado quando a preocupação é o bom transcurso de uma recepção. Ainda que se trate de um simples encontro informal para beber e conversar, deve ser levada em conta numa certa medida. É muito repetido que a conversação é uma arte, e este dito deve ser levado a sério. Como arte, a conversação não é julgada pela qualidade informativa, mas sim pela qualidade dos sentimentos que desperta, se eles aproximam ou afastam os interlocutores. Interessa evitar modos que criam antipatia, e descobrir e praticar os modos que, ao contrário, induzem simpatia e felicidade no convívio. Neste sentido, existem coisas a serem evitadas na conversação, e coisas a valorizar e praticar: Atenção.

Conversar é falar e ouvir. É necessário saber ouvir com atenção, a fim de se poder dar uma opinião pertinente e rica como resposta. O bom ouvinte dá ao interlocutor atenção máxima, embora acompanhada de certa atenção também para o que se passa em geral no ambiente. Tratamento.O emprego de "Senhor" no tratamento é o mais certo, mesmo nas situações mais formais, conforme explico em minha página sobre pronomes de tratamento. No Brasil não se chama uma mulher pelo seu sobrenome e portanto não se diz, por exemplo, "Sra. Torres", ou "Senhora Pinto". O olhar. Olhar uma pessoa é um gesto que pode transmitir diretamente sentimentos; comunica ódio, expressa amor, repreensão, advertência, preconceito, encorajamento, etc. Fitar com interesse o interlocutor em uma conversa é prova de consideração e por isso uma atitude que desperta simpatia. O olhar é a garantia da atenção. Em um grupo, quem fala deve procurar fitar a cada um dos parceiros para distribuir sua atenção e com isto assegurar, também, a atenção de todos para o que diz. Se você ou seu grupo é abordado por alguém a quem você não gostaria de dar atenção por algum motivo, esteja da mesma forma atento ao que essa pessoa disser. Ostentar falta de atenção e alheamento para forçar o indesejável a deixar o grupo seria uma grosseria inútil, já que provavelmente não surtiria efeito Espere a oportunidade de pedir licença e se afastar. Onde conversar. Para conversar, não se coloque nas portas e passagens estreitas. Se a sala-de-estar é pequena para o número de convidados, e você não é o convidado de honra, procure descobrir locais próximos em que possa ficar com seu parceiro ou seu grupo, porém nunca de modo a perder contacto com os demais convidados e os anfitriões. Falar em voz alta. Moderar a voz mesmo quando a conversa está animada e o ambiente alegre pode ser difícil, e por isso a voz baixa e a conversa calma e pausada são as melhores provas de que uma pessoa é educada e distinta. Alterar a voz para falar com quem está em outra mesa ou em outro cômodo é um desrespeito para com os demais; incomoda os que estão por perto, e constrange e incomoda inclusive o parceiro distante e por isso é uma das coisas a serem evitadas. Namoro. Não namore em uma festa. Seja atencioso com todos e dê liberdade a sua namorada ou namorado para entrar em alguma roda de conversação que possa interessar a ela ou ele. Interrupção. Este é um vício da conversação muito comum, sem que as pessoas que o têm se dêem conta de que são "interrompedoras" crônicas. O hábito de cortar o que o outro diz com um aparte que quebra a linha do seu pensamento deve ser evitado. Apartes simpáticos são os que ajudam o outro a desenvolver com mais fluidez a sua exposição. Se foi interrompido(a), volte ao ponto em que estava somente se achar que vale a pena, e se o assunto lhe interessa de modo particular, e não para deixar claro que não gostou da interrupção forçada. Participação na conversa. Obviamente, não é bom conversar sobre assuntos que nem todos entenderiam. Se precisar abordar um assunto particular com alguém do grupo, explique aos demais de que se trata. Do mesmo modo, para continuar uma conversa depois de interrompida pela chegada de alguém ao grupo, é necessário fazer, para o recém-chegado, um resumo do que foi discutido antes de sua chegada. Há uma marcada diferença entre assuntos que interessam às mulheres e os assuntos que interessam aos homens, quando se considera a generalidade desses interesses. Há uma diferença ainda mais marcante, com respeito aos mais jovens, em relação às pessoas maduras e aos velhos. Porém um velho pode facilmente reter um jovem em uma conversação, por que sua experiência da vida pode ser fascinante para alguém inteligente que deseja aproveitar todas as pistas para vencer na vida. Fale com uma mãe sobre os filhos dela, pois é o assunto que as mães nunca desprezam. Crianças. Se você visita uma casa que tem crianças, procure logo de início despertar sua simpatia, pois as crianças são muito críticas e pregam peças ou fazem alguma coisa para atrair atenção que pode ter conseqüências embaraçosas para você. Assuntos desagradáveis. Certos assuntos também devem ser evitados ou pelo menos abreviados. A conversa sobre acontecimentos desagradáveis, quaisquer que sejam, deve ser evitada ou, se for inevitável, que seja resumida. Conversar prolongadamente sobre alguma adversidade, além de contribuir para um certo abatimento moral no ambiente, também pode acabar por fazer as pessoas tentarem relaxar usando de humor negro e piadas de mau gosto sobre o acontecido. Também deve ser resumida ao mínimo indispensável a conversa sobre assuntos ligados à profissão dos interlocutores: não falar de política com um jornalista, ou de doenças com um médico, ou de ações com um corretor da bolsa; de educação com um pedagogo, ou de filosofia com um filósofo. Controvérsias. Não levantar disputas e participar de discussões inflamadas. Evite levar adiante pontos de vista controversos. Temas religiosos e políticos são temas para proselitismo, para púlpito ou palanque, e não para conversa social. Evite também questões objeto de preconceito como a da homossexualidade, do racismo, origem familiar, sotaque regional, etc. Se alguém é enfático ao argumentar contra os seus pontos de vista, não diga nada; ou murmure uma palavra neutra; ou no máximo diga que está a se esforçar por encontrar um ponto de acordo. No entanto, mantida a calma, pode ser uma boa oportunidade para ouvir opiniões sobre suas idéias e posições na matéria. É importante lembrar o efeito que tem o café servido nas reuniões: pode levar a pessoa a excitação no falar. Sarcasmo. A pessoa espirituosa e bem humorada é um tipo de convidado sempre desejável. Porém, todo excitamento pode resultar desagradável: há o risco de cansar os ouvintes com um excesso de ditos espirituosos. A pessoa bem humorada pode passar seu bom humor ao grupo, alegrar a roda de conversação e influir para o bom êxito de uma festa. Mas, muita vivacidade é inconveniente, pode levar a exageros; a espirituosidade facilmente deriva para a ofensa. Um dito humorístico pode atingir o amor próprio do interlocutor. Não me recordo onde li essa expressão, mas concordo com ela: algumas pessoas são espirituosas compulsivas e preferem perder um amigo a perder a oportunidade de fazer uma piada. Inferioridade. Subserviência e rasgada manifestação de admiração devem ser evitados. Lembra Cavaleiro, no livro The laws of etiquette, by a gentleman (1836, p. 60) que Nil admirari, o preceito do estoicismo, é o preceito para a conduta entre cavalheiros. É desagradável, para o próprio homenageado, um excesso de homenagens que partem de um indivíduo insistentemente adulador. Superioridade. O oposto é igualmente um erro: Conduzir a conversa com superioridade sobre o interlocutor, manifesto no pouco interesse por suas opiniões, por não lhe dar oportunidade de falar, e outras atitudes que inibem e constrange o outro. Frases enigmáticas ou em outra língua, muitos jargões estranhos, podem ser um expediente para afastar alguém menos entendido do assunto, e fazer que deixe o grupo. Embora seja necessário distinguir pessoas relativamente "mais importantes" em um evento social, a recíproca não é aceitável, ou seja, que existam pessoas "menos importantes" que a média dos convidados. Ao perceber que não está no grupo certo, afaste-se sem rancor. Jactância. Algumas pessoas não resistem a qualquer oportunidade de nomear as pessoas importantes que conhece ou com quem falou; outras desejam revelar quanto ganham no emprego ou no seu negócio, quanto a sua aposentadoria é boa, e chegam a exibir seu contracheque para provar suas rendas. Para por um fim ao assunto sem ofender a pessoa, pode ser feita uma observação curta, como "Sua área sempre foi bem paga!" e tentar mudar de assunto prontamente. Curiosidade. Em uma conversa, evitar excesso de curiosidade. Não se pergunta pelo preço de nada que pertença aos interlocutores. Perguntas diretas como "O que você faz desde que se aposentou?" "Seu filho já passou no vestibular?" "Qual a sua idade?", "Em que bairro você cresceu?", "Fez cirurgia plástica?" "Qual sua ocupação?" "É casado?" "Solteiro por opção?" "Quantos filhos tem?...Porque só um?" e outras semelhantes podem causar embaraço e por isso nunca devem ser formuladas.. Uma pergunta é mais elegante se disfarçada em uma afirmação que é`, ao mesmo tempo, também inquisitiva, como, por exemplo: "Espero que você esteja satisfeito em conhecer Brasília". Escolhendo as palavras. Os autores de livros sobre Boas-maneiras sempre insistiram em que uma pessoa educada, referindo-se a uma mulher, usará a expressão "senhora". Mas, ao falar da mulher, o marido deverá chamá-la "minha mulher", nunca "minha senhora" ou "minha esposa". No entanto, uma outra pessoa haverá de referir-se à mulher do outro como tua ou "sua senhora" ou "esposa" evitando-se "mulher". São expressões demasiado simplórias e devem ser evitadas, mesmo na conversa coloquial, aquelas como "minha patroa", "minha velha". Para a mulher, o uso comum é "meu marido", ou teu ou "seu marido". Porém, no tratamento cerimonioso, devem ser observados os pronomes de tratamento adequados. Toda expresssão de gíria, palavras ou frases, deve ser evitada, principalmente aquelas que cheiram a velharia e épocas passadas: "venha passar mal comigo", empregada como convite para uma refeição, "mas que abacaxi!", referindo-se a um contratempo, "ele é macaco velho!", e outras do gênero. Pontuações da conversa como: Tá? Colou? Tá bom? Legal!... desagradam aos ouvidos, por não conterem um mínimo de respeito à sensibilidade das pessoas. Observações tais como "Puxa, você está pálido!" "Você está com cara de doente!" Você está derrubado! esfriam o animo do interlocutor. Palavrões, piadas e anedotas de conteúdo moral discutível deixarão o anfitrião ressentido, se ele investiu em receber seus convidados segundo o melhor padrão cultural que pode oferecer. Algumas pessoas têm o hábito de elas mesmas levantarem dúvidas sobre detalhes daquilo que estão falando. Detalhar um assunto já é coisa que provoca tédio, e isto agravado por uma desnecessária procura de exatidão no que diz ("Será que estou certo? Não, não foi bem assim. Ao contrário, eu..."), torna a conversa insustentável. Expressões como "Por que você não...?"; "Sim, mas...!"; "Eu não sei o que fazer!" povoam as conversas sustentadas por um falso interesse das partes. É muito importante a pessoa dispor de um elenco de frases para utilizar quando precisa ganhar tempo para pensar uma resposta, mas expressões como "Espera aí...", "Como é que é?", "Dá um tempo!", deveriam ser substituídas por outras menos rudes, como, por exemplo: "É interessante o que você diz, e merece reflexão". "Este é um novo ângulo da questão; é preciso examiná-lo." Efeito dos elogios. Pontuar a conversa com elogios simples e inteligentes, feitos a cada um dos interlocutores, anima a conversação. Porém, é lugar comum elogiar gravatas, blusas e vestidos, e isto influi relativamente pouco no ânimo da pessoa elogiada. Elogio a vestimentas e adereços, só quando a pessoa está a ousar muito, o que significa que ela receberia com prazer especial a confirmação do êxito de sua audácia. Ao elogiar a comida, basta dizer que está saborosa; avançar para pedir a receita como prova da sinceridade do elogio é impróprio para o momento; pode ficar para depois, por telefone. Passar elogios a uma pessoa, que tenham sido feitos por terceiros, é uma forma muito poderosa de estimular alguém. Ao contrário, nunca se deve transmitir indelicadezas ouvidas de terceiros: você de certo modo estará se incluindo na autoria da ofensa. Se é você a pessoa elogiada, receber a manifestação com evidente prazer, concordar e agradecer, porém de modo contido. Estar bem informado. Afirmações inseguras sobre um fato importante de qualquer natureza, pontuadas por "parece que" ou "eu acho que", introduzem na conversa um momento de indefinição desagradável, de falta de objetividade capaz de congelar a conversa e por isso afirmações inseguras devem simplesmente ser evitadas. Outras impropriedades: São condenáveis ainda e obviamente: a vulgaridade, a superficialidade, a ênfase exagerada, comentários indiscretos, a afetação, a repetição da mesma história. Psicologia. A conversação nunca é apenas uma troca de informações, uma vez que as pessoas reagem com emoção às informações trocadas. Devido à riqueza de emoções de um diálogo, os temas repetidos na conversação são um meio excelente para a pessoas conhecerem um pouco de sua própria personalidade e daquelas com quem conversarem. A esse propósito, convidaria o leitor a uma visita à minha página sobre Análise Transacional. Higiene. Na conversação a proximidade em que estão as pessoas torna importante que certos aspectos da higiene pessoal sejam cuidados, por serem fatores que poderão isolar uma pessoa. O principal deles é o mau hálito ou halitose. A limpeza e o cheiro da pessoa não são menos importantes e devem estar permanentemente cuidados.

publicado por Paula Valentina às 02:45

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Domingo, 30 de Dezembro de 2007

CARTA PARA UM AMIGO

Olá amigo, paz e bem! Espero que esta carta lhe encontre vivendo bons momentos!

Desculpe-me mas não posso concordar com o que você me escreve em sua última carta.

Não acredito que algo de fora possa realmente melhorar a auto-estima, o "amor próprio" e proporcionar uma verdadeira esperanças para a vida de um ser humano.

Para mim, ISTO É PURA ILUSÃO corrente na atual humanidade em estado dormente de normose. Para eles, isto é "normal". Faz parte da doença da normalidade.

Que raio de amor próprio é esse que depende de se ter uma pessoa ao seu lado???
Que raio de auto-estima é essa que depende de fatores externos???
Que raio de segurança é essa que depende de fatores e valores externos???

Também não concordo que um ser humano seja portador de uma doença bipolar ETERNA, que terá que se resignar com este diagnóstico e que terá que tomar remédio eternamente. O estado natural de um ser humano é SAÚDE, não nascemos bipolares, neuróticos, compulsivos, adictos ou qualquer rótulo que se queira inventar.

Não acredito que somos eternamente doentes, mas sim, que podemos estar momentaneamente doentes. Rotular um ser humano de um eterno doente é desqualificá-lo de sua essência, do seu melhor, do seu vir-a-ser.

Esses rótulos e CONDICIONAMENTOS é que mantém o ser humano aprisionado num sistema repleto de "DEVERIA e TEM QUE". Através destes rótulos o ser humano JUSTIFICA a sua não ampliação.

A maioria das pessoas acreditam que o contrário de Saúde seja Doença. Errado! O contrário de saúde, chama-se estagnação. Nossa estagnação é que nos mantém doentes. É por meio da estagnação do nosso ser, que criamos nossas neuroses e com elas, suas respectivas somatizações e patologias.

As pessoas costumam dar muito mais crédito à doença e fazer apologia à mesma. Não acreditam na cura, então se apegam a esses rótulos e condicionamentos, que para mim, não passam de muletas, que evitam com que a pessoa caminhar livre, por suas próprias pernas, rumo a sua expansão de consciência. São estes rótulos que as mantém numa "zona de conforto", que impede a sua expansão e das demais pessoas que a rodeiam.

O medo da solidão é outro grande gerador de neuroses, apegos e patologias. Enquanto o ser humano não alcança a consciência de que é só, de que nasceu só e que vai morrer só, não pode experimentar uma verdadeira liberdade. É preciso buscar a consciência de que na aceitação de nossa solidão, de nossa individualidade, estão as sementes da verdadeira Unidade interior.

Podemos caminhar juntos, mas não, resolver certas situações, que são do outro.

Se queremos realmente ajudar aos outros, temos que DESAFIÁ-LOS A SE SUPERAREM, A DESENVOLVEREM SUAS POTENCIALIDADES DORMENTES, SEUS TALENTOS, e enquanto o ser humano se APEGAR à pessoas, conceitos e condicionamentos, seus talentos são lentos. O talento tá lento!

Não concordo que o ser humano seja dependente de outro ser humano. A pessoa só é dependente de outra quando não tem a coragem de se encarar, de se olhar, de ir para si mesma. Enquanto não se encara com honestidade, o ser humano vive das migalhas externas, sempre a cata de atenção, carinho e amor. Quando se encara e se aceita como um ser humano em busca de transcendência, então, o amor, até então em estado dormente em seu interior, começa a se potencializar até chegar a um transbordamento ético... onde deixamos de querer receber e passamos a dar! Assumimos nosso papel na atualidade! Encontramos a vocação de nosso ser!

Acredito que existe uma interdependência somente pela visão de que juntos, compomos Deus. Estamos todos, interligados pela essência que nos faz ser. Somos parte, conscientes e inconscientes, de uma gigante teia de amor. Essa é a única dependência que aceito como saudável.

Enquanto estiver usando um outro ser humano para tapar seu buraco interior, a pessoa nunca poderá se sentir plena, pois a plenitude não pode vir de um fator externo, mas sim de um fator interno, que em última análise, é Deus em si mesmo.

No meu compreender, Deus é exatamente do tamanho de nosso buraco interior e enquanto insistimos em colocar algo no espaço de Deus, esse Deus não pode ocupar seu espaço. Não há a minima possibilidade de se viver com entusiasmo, palavra que tem sua origem no grego e que tem por significado "estar com Deus dentro".

O simples desaparecimento dos sintomas da doença emocional, como depressão, ansiedade e outros, não quer dizer que a pessoa realmente esteja bem. Pode ser apenas um paliativo de situações momentâneas.

Não acredito numa recuperação a base de remédios. Remédios para uma alma doente não podem ser comprados em farmácias, devem isto sim, ser auto-desenvolvidos no laboratório interno e pessoal do ser. Não depende de farmacêuticos externos, mas sim do Grande Químico Interior.

Quanto a questão dos relacionamentos afetivos, acredito que nenhum relacionamento baseado em duas metades, em dois seres "não casados interiormente" possa dar certo. O verdadeiro relacionamento deve ser o Encontro de duas Unidades e não de duas frações.

Esta é a minha maneira de ver as coisas, só por hoje!

Em fraternura,

Nelson Jonas

publicado por Paula Valentina às 13:15

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Sábado, 15 de Dezembro de 2007

Farinha de Alfarroba...

A alfarroba é uma vagem, fruto da Alfarrobeira – planta cultivada desde a antigüidade em países mediterrâneos.

Do fruto da Alfarrobeira tudo pode ser aproveitado, embora a sua excelência esteja ainda ligada à semente, de onde é extraída uma goma, usada como espressante e emulsionante na indústria alimentar e cosmética.

Após a trituração e torrefação da polpa da alfarroba temos uma farinha utilizada na alimentação como substituta do cacau. Ela apresenta cor e sabor parecidos, mas a alfarroba possui algumas vantagens: enquanto o cacau tem grande quantidade de gordura, principalmente do tipo saturada – cerca de 23% - a farinha de alfarroba tem apenas 1%. O cacau também é rico em cafeína, um estimulande do sistema nervoso, enquanto a alfarroba não.

A farinha de alfarroba é também conhecida como “chocolate saudável”. Tem um sabor delicioso, adocicado, de chocolate amargo, que substitui o cacau. Não tem adição de leite podendo ser utilizada também por pessoas com intolerância à lactose.

Além de ser rica em fibras, ativa a motricidade intestinal estimulando o trânsito e a evacuaçãointestinal, auxilia na redução do excesso de colesterol ingerido na dieta e não contém glútem.

publicado por Paula Valentina às 22:13

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Domingo, 9 de Dezembro de 2007

Mel

Saúde: Mel é mais eficaz no tratamento da tosse em crianças do que xaropes...

 

mel.jpg



O velho "remédio" de tratamento da tosse nas crianças com mel ao deitar pode ter mais eficácia do que muitos xaropes vendidos nas farmácias, segundo estudo publicado na revista "Pediatrics and Adolescent Medicine".

O estudo, realizado por investigadores da Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, demonstra que uma pequena dose de mel, tomada antes de dormir, alivia a tosse nocturna e proporciona uma maior qualidade ao nível do sono.

Os investigadores compararam a eficácia do mel com a ausência de tratamento e, também, com o tratamento com dextrometorfano (DXM), um composto supressor da tosse que é a substância activa de muitos xaropes não sujeitos a receita médica.

Os investigadores, chefiados por Ian Paul, constataram que o mel foi mais eficaz do que a administração de DXM na redução da gravidade, frequência e intensidade da tosse nocturna, originada pela infecção das vias respiratórias superiores.

O estudo constatou ainda que a administração de DXM não teve mais efeitos do que a ausência de tratamento no alívio dos sintomas.

O mel tem um efeito positivo na qualidade do sono das crianças e dos pais.

O estudo incluiu 105 crianças com tosse entre os dois e os 18 anos.

Na primeira noite não foi administrado qualquer tratamento às crianças, tendo sido feitas cinco perguntas aos pais relativamente à tosse e à qualidade do sono das crianças e do seu próprio descanso.

Na noite seguinte, as crianças foram separadas em três grupos: o primeiro grupo tomou mel meia hora antes de se deitar, o segundo tomou DXM com sabor a mel e o terceiro não fez qualquer tratamento.

Ao analisarem as respostas das mesmas cinco perguntas na manhã seguinte, os investigadores verificaram que os pais das crianças que tinham tomado mel referiram que os filhos tinham apresentado melhorias visíveis, quer a nível da tosse quer na qualidade do sono.

A Direcção de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) recomendou, recentemente, que as crianças com menos de seis anos não tomassem xaropes para resfriados e tosse, sem receita médica, já que a eficácia do tratamento é reduzida, além de possíveis efeitos secundários nocivos.

Num estudo publicado em 2004, a equipa de Ian Paul já tinha demonstrado que nem o DXM, nem a difenhidramina, outro componente comum nos xaropes para o resfriado, apresentavam melhores resultados do que um placebo na redução da tosse nocturna.

O mel foi utilizado pelas populações, durante séculos, para tratamento dos sintomas ligados à infecção das vias respiratórias superiores e da tosse, sendo considerado seguro para crianças com mais de um ano de idade.

O mel tem feitos antioxidantes e anti-microbianos que podem explicar, também, a sua acção no tratamento de feridas.

Em contacto com corpo, o mel suaviza o que pode explicar o seu efeito sobre a tosse, indicou recentemente a Organização Mundial de Saúde (OMS).

publicado por Paula Valentina às 09:20

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