Sábado, 14 de Outubro de 2006

Fadas

>COMO NASCEM AS FADAS?
>
>É realmente bem difícil descrever a aparência de uma fada, pois elas vivem
>em um mundo paralelo ao nosso e segundo algumas pessoas que já as viram,
>dizem que para poder notar sua presença, temos que silenciar a mente, pois
>elas aproximam-se como uma suave melodia, ou mesmo um pequeno murmúrio.
>Outra forma de percebê-las é quando de repente nos sentimos envolvidos com
>um doce perfume com uma fragrância indescritível.
>
>Mas estas qualidades comuns ao mundo angelical podem confundir-nos e não
>saberemos discernir se estamos na presença de um anjo ou de uma fada. Só
>quando visualizamos a sua forma é que podemos diferenciá-los, dados que os
>primeiros adotam formas mais leves, mas apresentam-se com vestimentas mais
>corpóreas.
>No caso das fadas, suas vestes possuem um grande diferencial: apresentam-se
>sempre ataviadas e cobertas por gases ou muselinas, quase transparentes com
>cores translúcidas, ocupando espaços fluídicos e seus graciosos corpos são
>esbeltos e femininos, possuem mãos alongadas, pés pequenos, tronco
>estilizado, cabelo com cor de arco-íris, que caem cobertos por véus
>transparentes. Algumas delas têm a cabeça coberta com uma touca cônica,
>muito parecida com a dos magos e como eles também utilizam varas mágicas
>com as quais produzem seus fenômenos.
>
>Entretanto, a matéria da qual as fadas provêm é sutil e etérea,
>translúcida. Seu corpo é fluídico e pode se moldar com a força do
>pensamento. Sendo assim, a aparência dos seres feéricos, refletirá com
>freqüência as idéias pré-concebidas que deles já tenhamos.
>Em virtude da natureza de sua estrutura corpórea, a fada pode também variar
>seu tamanho.
>Teósofos que estudam este tema, afirmam que a função das fadas é absorver
>"PRANA", na vitalidade do sol e distribuí-la em nosso plano físico.
>Desde os primórdios da civilização, segundo nos contam livros muito
>antigos, as pessoas estavam mais em contato com a natureza e seus
>fenômenos, essas fantásticas "presenças" faziam parte da vida cotidiana,
>instaladas nos bosques, nos arroios, na cozinha, na cabeceira da cama das
>crianças doentes, etc. Depois que o homem trocou o campo pela turbulência
>dos grandes centros urbanos, elas deixaram de ser ouvidas.
>
>ORIGEM DAS FADAS
>Existem muitas versões sobre a origem das fadas. Em um período pré-cristão,
>existia a crença que que as fadas seriam os espíritos dos mortos. Já na era
>cristã, se afirmava que as fadas eram anjos caídos ou então almas pagãs que
>não estavam aptas para subir aos céus, nem descer ao inferno. Por isso,
>ficaram destinadas a passar toda a eternidade nas escuras regiões de um
>"reino intermediário", a nossa Terra. Acreditava-se ainda em Cornualles,
>uma região inglesa, que as almas das crianças mortas sem batismo,
>tornavam-se "PISKIES" (duendes) e apareciam no crepúsculo na forma de
>pequenas mariposas noturnas brancas. Os duendes "KNOCKER", das minas de
>estanho também eram considerados almas de mortos, mas nesse caso, eram os
>judeus que haviam sido transportados para lá por sua participação na
>Crucificação.
>Na Irlanda, existiu a crença de que as fadas seriam anjos caídos, que foram
>expulsos do céu pelo Senhor Deus, em virtude de seu orgulho pecaminoso.
>Alguns caíram no mar, outros em terra firme e os que sobraram no mais
>profundo do inferno. Esses últimos, receberam do diabo o conhecimento,
>poder e os envia para a terra, onde trabalham para o mal. Entretanto, as
>fadas da terra e do mar seriam em sua maioria seres belos e bondosos, que
>não causam nenhum dano, se as deixarem em paz e lhe permitirem dançar em
>seus anéis feéricos a luz da lua com sua doce música, sem ser molestadas
>com a presença dos mortais.
>Os escandinavos contam de forma mitológica, que foram os vermes que
>surgiram do corpo em decomposição do gigante Ymir, que se converteram em:
>elfos claros, elfinas e elfos escuros. O verme é símbolo de vida que nasce
>da podridão. É ainda, símbolo da transição da terra para luz, da morte para
>a vida, do estado larvar para o vôo espiritual.
>
>Todo o norte da Europa possui um rico conhecimento sobre as fadas, assim
>como as Ilhas Britânicas e de igual maneira, não são ignoradas na Alemanha,
>já que ali são conhecidas pelo nome de Norns, fiandeiras ao estilo das
>Parcas gregas.
>Na França encontramos a Dame Abonde, uma fada, cujo o próprio nome já
>invoca a abundância. Na Itália é venerada como Abundita, uma Deusa da
>Agricultura. Em terra romana ainda, é muito conhecida a figura mítica da
>fada Befana, cuja função é estabelecer uma ligação das famílias atuais com
>seus antepassados, com uma troca de presentes. Ocupa, portanto a função de
>uma educadora-pedagoga que recompensa ou pune as crianças na época
>natalina.
>Befana é a Grande Avó que preside várias fases de desenvolvimento das
>crianças.
>
>A "meia natalina" que todos nós, mesmo aqui no Hemisfério Sul, penduramos
>nas portas ou lareiras, não é só um lugar para depósito de presentes, mas
>tem o poder de invocar Befana, que tal como Frau Holda e Berchta visita as
>casas no período do Natal, recompensando todo aquele menino ou menina que
>foi bem comportado durante todo aquele ano.
>Conforme a tradição mítica, Befana chega voando em uma vassoura,
>intensificando sua associação com as plantas e os animais, que antigamente
>eram considerados sagrados e muito utilizados como tótens.
> Befana voa do Reino das Fadas, para trazer presentes e alegria ao mundo
>dos homens.
>
>Já dizia o inglês William Shakespeare, que há mais coisas nesta terra do
>que alcança a nossa precária percepção. Carl Jung complementa, ao afirmar
>que existe e sempre existiu, um realismo mágico contraposto a todo o mundo
>real.
>É justamente através da dualidade destes opostos, é que se estabelece uma
>função reguladora. Se o ser humano não oscilar entre estas oposições, o
>espírito morrerá.
>
>Entre o real e o mágico existe uma espécie de fluidez intemporal que se
>rege pelo inconsciente coletivo. O realismo mágico descrito por Jung, é
>regido por uma fonte que nos é mundo familiar e transcende a um mundo de
>contrastes entre os opostos. Isto é, toda a magia se nutre dos conteúdos do
>consciente coletivo, da nossa "memória ancestral". É através desta memória
>que ocorre a inversão do tempo.
>A tradição celta possuía uma percepção admirável da maneira como o tempo
>eterno está entrelaçado com o nosso tempo humano. Existe uma história de
>Oisín, que era um dos Fianna, um grupo de guerreiros celtas, que sentiu uma
>grande vontade de aventurar-se a chamada Tír na n-óg, a Terra da Eterna
>Juventude, onde vivia o povo encantado.
>Chegando ao seu destino, durante muito tempo viveu feliz com sua mulher
>Niamh Cinn Oir, conhecida como Niamh dos cabelos dourados. O tempo pareceu
>voar, por ser um tempo de grande felicidade. Mas um dia, a saudade de sua
>vida antiga passou a atormentá-lo. Tinha agora, curiosidade de saber como
>estavam os Fianna e o que estaria ocorrendo na Irlanda.
>
>O povo encantado o desaconselhou, porque sabiam, que sendo ele um antigo
>habitante do tempo mortal linear, ele correria o risco de se perder ali
>para sempre. Apesar disso, ele resolveu voltar.
>Deram-lhe um belo cavalo branco e disseram-lhe para que nunca o
>desmontasse. Se o fizesse, estaria perdido. Ele montou e seguiu até a
>Irlanda, mas chegando lá soube que os Fianna já tinham desaparecido. Ele
>consolou-se visitando as antigas áreas de caça e os locais onde junto com
>seus companheiros, haviam banqueteado, cantado, narrado velhas histórias e
>realizado grandes festas de bravura. Neste ínterim, o cristianismo já tinha
>chegado a Irlanda.
>Enquanto passeava, rememorando seu passado, avistou um grupo de homens que
>não conseguiam erguer uma grande pedra para construir uma igreja. Sendo um
>guerreiro, ele possuía uma força extraordinária e, então, desejou
>ajudá-los, mas não se atrevia a desmontar do cavalo. Ele observou-os de
>longe e depois se aproximou. Não conseguia mais resistir. Tirou o pé do
>estribo e enfiou-o por debaixo da pedra, a fim de erguê-la, mas assim que o
>fez, a cilha rompeu-se, a sela virou, e Oisín chocou-se com o solo. No
>exato momento em que tocou a terra da Irlanda, tornou-se um velho débil e
>enrugado.
>
>Esta é uma excelente história para mostrar a coexistência dos dois níveis
>do tempo. Se se ultrapassasse o limiar que as fadas observaram entre estes
>dois níveis de tempo, terminava-se enredado no tempo mortal linear. O
>destino do homem neste tempo é a morte. Já no tempo eterno é a presença
>ininterrupta.
>Todos os contos de fadas celtas sugerem uma região da alma que é habitada
>pelo eterno. Existe uma região eterna em nosso íntimo, onde não estamos
>sujeitos às devastações do tempo atual.
>Tudo o que vivemos, experimentamos ou herdamos, fica armazenado no templo
>de nossa memória. Sempre que nos aprouver, podemos regressar e passear
>pelas salas desse templo para despertar e reintegrar tudo que já nos
>aconteceu. Será esta reflexão que irá conferir profundidade a todas as
>nossas experiências.
>Hoje, início do terceiro milênio, com um mundo globalizado, com nações mais
>preocupadas em garantir seu poderio político-econômico, muito pouca atenção
>se dá a este tipo de memória.
>
>Quero deixar bem claro, que a verdadeira experiência fantástica difere
>dessa visão genérica do imaginário das fadas composta por uma literatura
>sentimentalista com eternos finais felizes. Esse mundo do "Era uma vez..."
>que todos conhecemos, não é verdadeiro mundo das fadas. As fadas reais
>representam o "Poder", um poder incompreensível para os humanos, pois elas
>são criaturas com valores e ética muito distantes do gênero humano: não
>pensam e, o que lhe é mais singular, não sentem como os humanos. Essa é a
>essência que as separa dos mortais e a origem da grande parte da inquietude
>que causam, porque as fadas são em si criaturas da matéria prima da vida.
>O reino das fadas é um mundo de misterioso encanto, de cativadora beleza,
>de malícia, de humor, júbilo e inspiração, de terror, de riso, amor e
>tragédia. Todavia, é um mundo para ser penetrado com extrema cautela!
>Texto pesquisado e desenvolvido por
>ROSANE VOLPATTO
>
>
>
>NOMES DADO AS FADAS:
>
>
>
>Fair family / Fair Folk : Apelido galês.
>
>Verry Volk-Gower: Apelido galês.
>
>Fees: Apelido dado no norte de Inglaterra.
>
>Good Neighbors:Apelido Escocés e Irlandês.
>
>Wee Folk: Apelido Escocês e Irlandês.
>
>The Green Children: Apelido dado na literatura medieval.
>
>Still-Folk : Apelido da região montanhesa Escocesa.
publicado por Paula Valentina às 14:00

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