Sábado, 14 de Outubro de 2006

Nunca duvide.

>>Certa noite eu estava fazendo de tudo para ajudar
>>uma mãe em trabalho de parto.
>>Apesar do esforço ela não resistiu e nos deixou
>>com um bebê prematuro e uma filha de dois anos em prantos.
>>
>>Era muito complicado manter o bebê vivo sem uma incubadora
>>(não tínhamos eletricidade para ativar a incubadora).
>>Também não tínhamos recursos adequados de alimentação.
>>
>>Mesmo morando na linha do equador, as noites eram,
>>não raro, frias com aragens traiçoeiras.
>>
>>Uma das aprendizes de parteira foi buscar a caixa que
>>reservávamos a tais bebês e os panos de algodão para envolve-los.
>>
>>Uma outra foi alimentar o fogo para aquecer uma chaleira
>>de água para a bolsa de água quente.
>>
>>Sem demora retornou desconsolada pois a bolsa havia rompido.
>>Borracha estraga fácil em clima tropical.
>>"Era nossa última bolsa", disse-me.
>>
>>Assim como no ocidente se diz que
>>"não adianta chorar sobre o leite derramado",
>>na África Central poderia ser que não adianta chorar
>>sobre bolsas estragadas.
>>Elas não crescem em árvores,
>>e não existem farmácias no meio das florestas...
>>
>>"Muito bem", disse eu, coloque o bebê em segurança
>>tão próximo quanto possível do fogo e durmam entre
>>a porta e o bebê para protege-lo das lufadas de vento frio.
>>Mantenham o bebê aquecido.
>>
>>Na tarde seguinte, fui orar com as órfãs que eventualmente
>>quisessem se reunir comigo.
>>Fiz uma série de sugestões que pudessem desperta-las a orar e,
>>também, contei-lhes sobre o bebê.
>>
>>Expliquei nossa dificuldade em manter o bebê aquecido
>>em função da única bolsa de água que havia estourado.
>>E que o bebê poderia morrer de frio.
>>
>>Mencionei à irmãzinha de 2 anos, que não parava de chorar,
>>a perda e ausência da mãe.
>>
>>Durante as orações, uma das meninas de 10 anos,
>>uma de nossas crianças africanas, orou:
>>
>>"Por favor, Deus, manda-nos uma bolsa de água quente.
>>Amanhã talvez já vai ser tarde, Deus, porque o bebê
>>pode não agüentar".
>>Por isso, manda a bolsa ainda hoje.
>>
>>Enquanto eu ainda procurava recuperar o ar diante
>>de tamanha audácia, num corolário, acrescentou:
>>
>>"E já que, Deus, estás cuidando disso, por favor,
>>manda junto uma boneca para a maninha dela,
>>para que saibas que também a amas de verdade.
>>
>>Como acontece muito com crianças, me colocaram em apuros.
>>Poderia eu, honestamente, dizer Amém?
>>Eu simplesmente não podia acreditar que Deus poderia faze-lo.
>>A bíblia diz isso. Não há limites. Ou não?
>>
>>O único jeito de Deus atender tal pedido seria por
>>encomenda à minha terra natal, via correio.
>>Eu estava então na África, por quatro anos e jamais
>>havia recebido uma encomenda postal de casa.
>>De qualquer forma, se alguém mandasse algo,
>>poria nela uma bolsa de água quente?
>>Eu morava na linha do Equador.
>>
>>À meia tarde, durante uma aula da escola de enfermagem,
>>veio um recado dizendo que um carro estacionara
>>no portão de minha casa.
>>Ao chegar em casa, o carro havia partido,
>>mas deixara um pacote de 11 kg na varanda.
>>
>>Meus olhos lacrimejaram.
>>Não consegui abrir o pacote sozinha,
>>e solicitei que algumas crianças do orfanato me ajudassem.
>>Tudo foi feito com muito cuidado para que nada fosse danificado.
>>Os corações batiam forte.
>>
>>Trinta a quarenta olhos acompanhavam arregaladamente cada ação.
>>A camada de cima era composta de roupas coloridas e cintilantes.
>>Os olhinhos das crianças brilhavam a medida que as distribuía.
>>Depois viram as ataduras para os leprosos,
>>caixinhas de passas de uva e farinha,
>>que dariam gostosos bolos para o fim de semana.
>>
>>Quando pus as mãos de novo na caixa, pasmem...
>>Uma bolsa de água quente, novinha em folha, eu gritei!
>>Eu não havia feito nenhuma encomenda neste sentido.
>>Rute, que estava no banco da frente, saltou e começou a gritar:
>>
>>"Se Deus mandou a bolsa, ele também mandou a boneca".
>>
>>Enfiando as mãos na caixa, se pôs à procura da boneca.
>>E lá estava ela, maravilhosamente vestida. Rute nunca duvidara.
>>Olhando para mim, perguntou:
>>
>>Posso ir junto levar a boneca para aquela menina,
>>para que ela saiba que Jesus também a ama muito?
>>
>>Este pacote estivera a caminho por 5 meses.
>>Foi uma iniciativa da minha ex professora de escola bíblica,
>>cuja líder atendeu a voz do Senhor de
>>enviar uma bolsa de água quente.
>>E uma das meninas da turma decidiu mandar junto
>>uma boneca cinco meses antes,
>>em resposta a uma oração de outra menina de 10 anos
>>que acreditou fielmente que Deus atenderia a sua oração,
>>ainda naquela tarde.
>>
>>"E será que, antes que clamem, eu responderei... (Is 65.24)
>>
>>
>>(O texto acima é uma tradução feita pelo Rev. Oscar Lehenbauer)
publicado por Paula Valentina às 15:14

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