Sábado, 14 de Outubro de 2006

Bom dia

>>John Blanchard levantou do banco, endireitando a jaqueta de seu uniforme e
>>observou as pessoas fazendo seu caminho através da Grand Central Station.
>>Ele procurou pela garota cujo coração ele conhecia mas o rosto não; a >>garota com a rosa. Seu interesse por ela havia começado trinta meses >>antes, numa livraria da Flórida.
>>Tirando um livro da prateleira, ele se pegou intrigado, não com as >>palavras do livro, mas com as notas feitas á lápis nas margens. A escrita >>suave refletia uma alma profunda e uma mente cheia de brilho. Na frente do >>livro, ele descobriu o nome do primeiro proprietário: Srta. Hollis >>Maynell.
>>
>>Com tempo e esforço ele localizou seu endereço. Ela vivia em New York >>City. Ele escreveu a ela uma carta, apresentando-se convidando-a >>corresponder-se com ele. Na semana seguinte ele embarcou num navio para >>servir na II Guerra Mundial.
>>Durante o ano seguinte, mês a mês eles se envolveram o conhecimento um do >>outro através de suas cartas. Cada carta era uma semente caindo num >>coração fértil. Um romance de companheirismo.
>>Blanchard pediu uma fotografia, mas ela recusou. Ela queria que ele >>realmente se importasse com ela, não importando como ela era, ou sua >>aparência. Quando finalmente chegou o dia em que ele retornou da Europa, >>eles marcaram seu primeiro encontro - 7:00 da noite na Grand Central >>Station em New York.
>>
>>"Você me reconhecerá", ela escreveu, "pela rosa vermelha que estarei >>usando na lapela".
>>
>>Então, ás 7:00 ele estava na estação, procurando por uma garota cujo >>coração ele amava, mas cuja face ele nunca havia visto. Vou deixar o >>Sr.Blanchard dizer-lhe o que aconteceu:
>>
>>"Uma jovem aproximou-se de mim. Sua figura era alta e magra. Seus cabelos >>loiros caíam delicadamente sobre os seus ombros, seus olhos eram verdes >>como água. Sua boca era pequena e seus lábios carnudos, e seu queixo tinha >>uma firmeza delicada. Seu traje verde pálido era como se a primavera >>tivesse chegado. Eu me dirigi a ela, inteiramente esquecido de perceber >>que ela não esta usando uma rosa. Como eu me movi em sua direção, um >>pequeno, provocativo sorriso, curvou seus lábios. "Indo para o mesmo lugar >>que eu marinheiro?", ela murmurou.
>>
>>Quase incontrolavelmente dei um passo pra junto dela, e então eu vi Hollis >>Maynell. Ela estava parada quase que exatamente atrás da garota. Uma >>mulher já passada dos 50 anos, ela tinha seus cabelos grisalhos enrolados >>num coque sobre um chapéu gasto. Ela era mais que gorducha, seus pés >>compactos confiavam em sapatos de saltos baixos. A garota de verde seguiu >>seu caminho rapidamente. Eu me senti como se tivesse sido dividido em >>dois, tão forte era meu desejo de segui-la e tão profunda era o desejo por >>aquela mulher cujo espírito verdadeiramente me acompanhara e me sustentara >>através de todos as minhas atribulações.
>>E então ela parou. Sua face pálida e gorducha era delicada e sensível, >>seus olhos cinzas tinham um calor e simpatia cintilantes. Eu não hesitei. >>Meus dedos seguraram a pequena e gasta capa de couro azul do livro que a >>identificou para mim. Isto podia não ser amor, mas poderia ser algo >>precioso, talvez mais que amor, uma amizade pela qual eu seria para sempre >>cheio de gratidão.
>>Eu inclinei meus ombros, cumprimentei-a mostrando o livro para ela, ainda >>pensando, enquanto falava, na amargura do meu desapontamento. "Sou o >>Tenente John Blanchard, e você deve ser a Srta. Maynell. Estou muito feliz >>que tenha podido me encontrar. Posso lhe oferecer um jantar?"
>>O rosto da mulher abriu-se num tolerante sorriso.
>>"Eu não sei o que está acontecendo", ela respondeu, "aquela jovem de >>vestido verde que acabou de passar me pediu para colocar esta rosa no >>casaco. E ela disse que se você me convidasse pra jantar, eu deveria lhe >>dizer que ela está esperando por você no restaurante da esquina. E ela >>disse que isso era um tipo de "TESTE"!
>>
>>Não parece difícil, pra mim, compreender e admirar a sabedoria da Srta. >>Maynell. A verdadeira natureza do coração de uma pessoa é vista na maneira >>como ela responde ao que não é atraente!!
>>
>>E lembre-se, antes de magoar um coração não se esqueça de uma coisa, você >>pode estar dentro dele!!!
publicado por Paula Valentina às 16:03

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